José Seronni

Emana Cultura / Trajetórias

José
Seronni.

Colecionar, circular e construir cultura a partir de Goiás.

Colecionador de arte contemporânea
e articulador cultural · Goiânia, Brasil

José Seronni em ambiente com obras de arte
JOSÉ SERONNI · COLECIONISMO E PARTICIPAÇÃO CULTURAL

Um olhar, muitas relações

A arte como uma forma
de participação.

Sociólogo, advogado e colecionador de arte contemporânea, José Seronni nasceu em Goiânia. Sua relação com a arte se constrói na proximidade com artistas, no apoio a projetos e na circulação de obras.

Com atenção à produção de Goiás e do Centro-Oeste, estabelece diálogos com outras regiões do Brasil. Na Emana, dirige o Acervo Emana e as relações com artistas, curadores, instituições e parceiros.

Obras da coleção · Registro reproduzido no portfólio

O olhar de quem coleciona

As obras convivem.
As histórias
se encontram.

Pinturas, objetos e diferentes linguagens compõem um repertório construído na relação com os artistas. Cada aproximação abre outras formas de olhar para a arte brasileira.

Explorar o arquivo visual ↓

Participações selecionadas

Da coleção
ao encontro.

Exposições, residências e conversas dão continuidade às relações construídas com a arte.

01 / Coleção em exposição · 2026

Legado em Movimento

Panorama da arte contemporânea na Coleção Bueno-Seronni, apresentado na Galeria Legado, em Goiânia, em julho de 2026.

Sobre a participação +

A mostra reúne um recorte da coleção formada por Fernando Bueno e José Seronni, aproximando artistas de diferentes regiões e linguagens.

Colecionadores: Fernando Bueno e José Seronni.
Curadoria: Vânia Leal e Andréa Dall’Olio Hiluy.

02 / Fomento · 2025–2026

Tempo para criar

Apoio a bolsas nas residências NACO e Hospitalidade, em Olhos d’Água, e Casa Tempo, na Cidade de Goiás.

Residências e artistas +

O apoio a processos artísticos também passa por projetos independentes. Entre os nomes registrados em sua trajetória estão Talles Lopes, Rafaela Moreira, Carlos Camillo, Enthony Souza, Kuenan Mauy e Thiago Fonseca.

03 / Conversas e visitas

Compartilhar o olhar

Encontros sobre colecionismo e visitas à coleção aproximam obras, histórias e novos públicos.

Encontros selecionados +

Visitas mediadas pela FARGO com SP-Arte, em 2024, e ArtRio, em 2025. Participações na FARGO, no Atto Instituto de Arte e nas galerias Legado e Platino.

Circulação e participação

Uma trajetória
em movimento.

O colecionismo ganha dimensão pública quando as obras circulam, os processos recebem apoio e a experiência é compartilhada.

  • 2025–2026
    Doações ao MASP

    Obras de Ana Raylander, em 2025, e Manauara Clandestina, em 2026, conforme o registro de sua trajetória.

  • 2026
    Participação em banca na UnB

    Jurado do 1º Salão de Alunos do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

  • 2025
    Colecionismo em pauta

    Participação na revista suíça Obscyra e no programa Casa de Valentina.

    Assistir no Casa de Valentina ↗
Formação e repertório +

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás e em Direito pela FMU. Foi aluno convidado na Universidade de Barcelona e realizou pós-graduação em Psicanálise no Centro de Estudos Psicanalíticos, em São Paulo.

Pensamento / Conversa · Emana Cultura

Conversa com
José Seronni.

Da memória privada à responsabilidade pública: José fala sobre apoiar artistas, criar circulação e participar das histórias culturais do território onde vive.

Seleção e edição de trechos · Conversa publicada na Emana Cultura · Atualizada em 22 de setembro de 2026

01 · ORIGEM

Quando colecionar deixou de ser guardar memórias.

A arte entrou na vida de José pelas viagens. No começo, obras e objetos guardavam lembranças dos lugares por onde passava. A mudança aconteceu quando ele começou a olhar com mais atenção para a produção de Goiás e percebeu que também poderia atuar dentro daquele ecossistema.

“Foi quando comecei a olhar com mais atenção para a produção de Goiás que minha relação com a arte mudou”, conta. Conhecer artistas, acompanhar processos e apoiar projetos transformou a coleção em uma forma de participação.

02 · CIRCULAÇÃO

Uma coleção privada capaz de produzir experiências públicas.

Para José, uma coleção não deve funcionar como simples acumulação. Quando circula, a obra encontra outras pessoas e produz conversas, afetos e perguntas que não pertencem apenas ao artista ou ao colecionador.

“O que a minha coleção pode fazer por essa obra, por esse artista e pelo lugar de onde ele vem?”

Essa inversão organiza seu modo de colecionar. O valor de uma aquisição também está na capacidade de fortalecer trajetórias, ampliar repertórios e aproximar públicos que talvez não frequentem galerias ou museus.

03 · ARTISTAS

Apoiar enquanto a história ainda está sendo construída.

A convivência com artistas tornou visíveis as dificuldades de desenvolver uma carreira fora dos grandes centros. Em Goiás existe produção potente, mas nem sempre há estrutura, mercado e oportunidades suficientes para fazê-la circular nacionalmente.

Seu envolvimento passa pelo apoio à produção, a exposições e a residências. “Gosto de participar enquanto as trajetórias ainda estão sendo construídas”, diz. “Para mim, colecionar também é escolher de quais histórias queremos participar — e quais histórias queremos ajudar a tornar visíveis.”

04 · RELAÇÕES

Decoração ocupa espaço. Cultura cria relações.

Obras já faziam parte de espaços de saúde ligados a José antes da Emana. Ele observava profissionais e pacientes se aproximarem delas por curiosidade, perguntas e conversas. Essa experiência mostrou que a arte não precisa estar em um museu para produzir encontros.

“A decoração ocupa um espaço; a cultura cria relações.”

Na Emana, essa distinção é decisiva. As obras não estão ali para combinar com a arquitetura nem para provar uma tese terapêutica. Elas carregam histórias, pesquisas e identidades próprias. O Centro Médico é hoje uma das casas onde essa dimensão se manifesta, não o limite da Emana Cultura.

05 · TERRITÓRIO

Partir de Goiás sem terminar em Goiás.

A relação com Goiânia e com o Centro-Oeste é ponto de partida, não fronteira. José imagina a Emana integrada a artistas, exposições, encontros e instituições, fortalecendo a produção local e ao mesmo tempo criando diálogos com outras regiões do Brasil e com o exterior.

Há também uma ideia de reciprocidade. O que a instituição recebe da cidade deve voltar para ela por meio de circulação, visibilidade, encontros e novas possibilidades de futuro.

06 · FUTURO

Um legado medido por relações, não por paredes ocupadas.

Ao imaginar os próximos dez anos, José fala em artistas apoiados, trajetórias fortalecidas, obras em circulação e conexões que ultrapassem a própria Emana. Ele deseja que os artistas encontrem “não apenas paredes para suas obras, mas apoio, visibilidade, conexões e possibilidades de futuro”.

A Emana Cultura nasce com essa ambição: partir do que já existe, ampliar sua responsabilidade institucional e criar condições para que acervo, artistas, cidade e públicos continuem em movimento.

Emana Cultura / Convites e conexões

Boas relações abrem
novas possibilidades.

Para conversas sobre colecionismo, palestras, exposições e colaborações culturais, entre em contato com José. Apresente sua proposta, a instituição e o período previsto.

A Emana Cultura é uma dimensão institucional de circulação, repertório e participação cultural. Conheça o Acervo Emana, os artistas e as possibilidades de encontro que fazem parte dessa atuação.